O maior banco de investimento do Brasil (BTG Pactual) lançou um fundo de investimento baseado em criptomoedas. Ele segue as regras da Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) e está 'regulamentado' no Brasil. De acordo com as informações do Cointelegraph, a iniciativa é a primeira do tipo. Ao menos por parte de uma empresa nacional. O fundo de investimento de bitcoins e criptomoedas é alcunhado de Hashdex Digital Assets Discovery Fic Fim. Mesmo que aceite investimentos em Reais, a iniciativa aplica os recursos nos "investimentos indiretos em criptoativos negociados em terceiras jurisdições". Ou seja, as transações são fomentadas fora do Brasil, "em especial em cotas do Hashdex Digital Assets Index Fund ("HDAIF").

Todos os fundos, baseados em criptomoedas, estão registrados na autarquia. São administrados pela Vortx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA. A Comissão Econômica do governo do Irã também aprovou um mecanismo de mineração de criptomoedas no país. Essas informações foram extraídas pelo anúncio da Câmara do Comércio, Indústrias, Minas e Agricultura do Irã, em 22 de julho.

Estudos em todo o mundo

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As criptomoedas estão reinventando a maneira como inferir transações financeiras. Em linhas gerais, o Bitcoin é uma forma de "dinheiro" digital que, por sua vez, não é emitida por nenhum governo. Essas transações não estariam submetida para nenhuma autoridade central. Por quê? O valor da moeda é determinado pelas transações do mercado, antes de qualquer coisa.

Diversos Bancos Centrais estão começando a estudar o assunto. Contudo, não para utilizar o Bitcoin como moeda do seu país. E, sim, para usar a tecnologia base do Bitcoin, o Blockchain, para lançar moeda digital. Poderíamos chamar o nosso instrumento de troca como "Central Bank Digital Currency" (CBDC). Nenhum Banco Central ainda emitiu sua moeda digital. Os estudos do Banco Central do Brasil e do Japão, entretanto, são aprofundados a esse respeito.

Fernando Ulrich, escritor de "Bitcoin, a Moeda na Era digital", afirma que o Bitcoin mudará a forma como lidamos com o dinheiro. Da mesma maneira que o e-mail diminuiu a necessidade de carteiros, o Bitcoin pode eximir maiores necessidades oriundas das instituições financeiras.

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Questões sendo analisadas

Entretanto, assim como quaisquer estudos em vigência, existem críticas comuns ao Bitcoin. Atualmente, refuta-se a pouca capacidade do procedimento em aceitar várias transações por segundo. Isso se deve essencialmente ao modelo distribuído de banco de dados e à forma de obtenção de consenso (proof of work).

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Adeodato Netto é especialista em Mercado de Capitais e Estrategista-Chefe da Eleven Financial Research. Ele considera que "o aspecto transacional e de circulação [do Bitcoin] até agora não tem comportamento minimamente similar ao de uma moeda". Segundo a Gazeta do Povo, a maioria dos ativos financeiros, como ações de empresas ou commodities, está diretamente relacionada ao desempenho de outros mercados. E isso não ocorre com o Bitcoin.

E você? Qual a sua opinião em relação ao fundo de investimento de bitcoins e criptomoedas? Avanço na maneira como lidamos com o dinheiro? É uma adaptação necessária? Ou ainda precisa passar por estudos mais aprofundados sobre os desdobramentos dessa questão? Não se esqueça de deixar o seu comentário para incrementar o nosso conteúdo.

Publicado em: 23/07/19 16h41