Muitas pessoas sonham em se tornarem médicas quando crescerem. E passam a juventude, se dedicando aos estudos, para realizarem esse sonho. É um desejo nobre, não há dúvidas, mas no caso de Marina, a sua motivação é um pouco diferente e um tanto quanto especial. Ser médica nem sempre foi o seu objetivo. A jovem queria ser dentista, mas a vida a fez mudar de ideia. Aos 18 anos, Marina Aguiar descobriu que estava com leucemia e, naquele momento, começou a sua luta pela vida.

De fato, não foi uma batalha fácil, ela foi submetida a um tratamento longo e doloroso, mas que terminou com um final feliz. A jovem foi curada e, agora, tinHa um novo propósito: ajudar pessoas que passam pelo mesmo que ela passou. E para isso, ela se tornaria médica. E assim, ela fez. Hoje, aos 31 anos de idade, Marina é médica e cuida de vários pacientes com leucemia.

A doença

Publicidade
continue a leitura

Marina tinha 18 anos, quando sua vida mudou completamente. Ela descobriu a doença e começou o tratamento contra a leucemia. Um tratamento como esse, nunca é fácil, e no caso de Marina, demorou ainda mais para apresentar resultados. Na época, ela encontrou dificuldades para encontrar doadores compatíveis de medula óssea, e os médicos não tinham muita esperança de que ela sobrevivesse. “Fiquei triste muitas vezes. Mas sempre tentava acreditar que tudo daria certo em algum momento”, diz.

E assim aconteceu, o tratamento surtiu efeito e a jovem foi curada da doença. Inspirada pela equipe médica, que a acompanhou durante todo o tratamento, a jovem decidiu que queria ajudar outras pessoas, com a mesma doença. Foi quando ela escolheu fazer o curso de Medicina.

“Percebi a importância de médicos, que acreditem na recuperação dos pacientes. Isso me motivou a querer ajudar pessoas, que vivem algo semelhante ao que enfrentei”, conta ela.

Médica

Publicidade
continue a leitura

Hoje, Marina está com 31 anos e trabalha cuidando de pacientes, que lutam contra a leucemia, em um hospital de Brasília. A doença não foi o seu único desafio na vida. O caminho, até o diploma de medicina, também foi cheio de percalços. Ela largou o curso de Odontologia e teve que enfrentar a desconfiança dos parentes, que estavam preocupados com as dificuldades que ela teria na faculdade de medicina.

Mas no fim, tudo deu certo, e ela conseguiu se tornar médica. Para Marina, o diploma de medicina, conquistado em 2013, é a sua maior vitória contra a leucemia, derrotada há dez anos.

Após se formar, a jovem fez uma especialização em hematologia (estudo do sangue) e uma especialização em transplante. “Fui a primeira residente em hematologia no HCG (Hospital do Câncer de Goiás), o mesmo lugar onde fiz o tratamento contra a leucemia. Foi muito importante para mim trabalhar ali. No começo, os médicos tinham receio e pensavam que poderia me prejudicar emocionalmente, por eu ter me tratado ali. Mas eu sempre disse que tinha certeza de que queria ficar ali”, afirma a médica.

Publicidade
continue a leitura

Ela trabalhou no HCG por dois anos, durante a sua residência. “Muitos funcionários, que me acompanharam como paciente, ficaram felizes em me ver como médica”, conta ela.

Agora, a médica se prepara para realizar o seu primeiro transplante de medula óssea. A cirurgia deve acontecer já no começo do ano que vem. “Sempre quero dar o meu máximo para poder ajudar. Sei que nem todas as vezes, vai ser possível, mas sempre quero ter a certeza de que fiz tudo o que pude”, finaliza ela.

Publicado em: 16/12/19 19h03