Nós estamos vivendo a pandemia do coronavírus, que está deixando todas as pessoas bastante assustadas e surpresas. O COVID-19 surgiu em Wuhan, na China. E  por causa de sua intensidade e capacidade de matar as pessoas, o mundo todo está passando por uma situação bastante delicada e está em estado de alerta.

E com a urgência de tentar conter o mais rápido possível a pandemia, laboratórios do mundo inteiro estão se mobilizando em busca de uma vacina ou tratamento eficaz contra a COVID-19. E tentar entender um pouco mais sobre esse vírus.

Felizmente, os pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, disseram ter evidências do primeiro medicamento que aumenta as chances dos pacientes mais graves  com coronavírus sobreviverem.

O chamado dexametasona é um remédio barato e amplamente disponível. Ele é usado no tratamento de várias doenças como o reumatismo, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica.

Medicamento

Até o momento, o único remédio que se provou cientificamente útil para tratamento foi o remdesivir. Ele é um medicamento experimental que fez com que o tempo de recuperação dos pacientes com COVID-19 diminuísse de 15 para 11 dias.

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Esses novos resultados tem um significado muito grande porque dão esperança para aqueles pacientes que estão gravemente doentes e que precisam de respiradores artificiais.

Por mais que os detalhes do estudo ainda não tenham sido publicados, depois que os pesquisadores fizeram o anúncio o governo britânico já autorizou o uso imediato da dexametasona nos pacientes, que tinham as mesmas condições dos que mais se beneficiaram nos estudos científicos.

Segundo a BBC, se esse medicamento tivesse sido usado desde o começo da pandemia no Reino Unido, provavelmente, até cinco mil vidas poderiam ter sido salvas.

Estudo

Para um novo teste, 2.104 pacientes receberam a droga, tanto oralmente quanto intravenosa, durante 10 dias. Enquanto 4.321 pacientes continuaram recebendo o tratamento padrão.

Depois de quatro semanas, os pesquisadores descobriram que aconteceu uma redução de 35% nas mortes entre os pacientes que tinham tomado a dexametasona e foram tratados com respiradores. E uma diminuição de 20% nas mortes nos pacientes que tomaram o remédio e só precisaram de oxigênio suplementar. O remédio pareceu não ter efeito nos pacientes menos doentes.

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Os cientistas no geral acham que o remédio pode prevenir a morte em cada oito pacientes que são tratados com respiradores. E uma a cada 25 pacientes que precisam de oxigênio extra.

“Estes são efeitos importantes. Não é uma cura, mas é certamente um bom avanço”, disse Martin Landray, o principal autor do estudo.

Uma outra boa notícia é que a dexametasona é barata. Ao todo, um tratamento completo com o remédio deve custar aproximadamente 20 ou 30 dólares, o que dá aproximadamente 150 reais.

Funcionamento

A dexametasona é um esteroide, que é uma droga que diminui a inflamação. Em alguns pacientes com COVID-19, essa inflamação se desenvolve conforme o sistema imunológico reage de forma exagerada para combater a infecção. E essa reação exagerada danifica os pulmões e pode ser fatal.

Esse medicamento não deve ser usado no começo da doença quando o corpo está combatendo o vírus. Já que usar o remédio nesses casos pode até impedir a eliminação do vírus.

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Mas no estágio mais avançado da doença, a batalha do organismo contra o vírus pode causar muita inflamação a ponto de prejudicar mais a pessoa do que ajudar. Por isso, as evidências encontradas no estudo fazem todo o sentido.

Ressalvas

Por mais que os resultados tenham sido promissores, os médicos e especialistas do mundo todo dizem que é importante esperar pelo artigo cientifico para ver todos os detalhes do estudo e então entender de que forma a dexametasona pode fazer a diferença.

Um exemplo é que ainda não se sabe sobre os efeitos colaterais do medicamento. Mesmo que os pesquisadores tenham usado uma dose baixa por um período de tempo pequeno que, normalmente, é seguro.

Mas no geral, os pesquisadores acreditam que essa é uma boa notícia. “Esta é uma melhoria significativa nas opções terapêuticas disponíveis que temos”, disse Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos.

Publicado em: 17/06/20 15h15