Em todos os veículos de comunicação, está sendo noticiado, com grande enfoque, o surto de coronavírus. E por se tratar de um vírus mortal, as autoridades de todo mundo estão se mobilizando com a situação. Elas querem encontrar formas de conter o surto e identificar de onde o coronavírus veio.

O vírus já está presente em todos os continentes e cresce o número de infectados e mortos por ele a cada momento. No Brasil por exemplo, o primeiro caso foi confirmado essa semana.

Todas as pessoas estão em um estado de alerta e preocupação. Mas de acordo com Michael Mina, professor de epidemiologia na Universidade Harvard, existe um grupo mais atingido pelo coronavírus. Ele diz que quando mais velho for o paciente, mas perigoso o vírus se torna. Além da idade, homens e fumantes são o grupo mais atingido.

“Parece haver esse limite, abaixo dos 35 anos, estamos vendo praticamente zero casos. À medida que as idades aumentam de 40 a 80 anos, estamos vendo a mortalidade aumentar também”, explica.

Porcentagem

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Na China, que é o país mais afetado por ter o epicentro do vírus, as crianças entre um a nove anos são apenas 1% de todos os infectados no país. E deles nenhum morreu. Outro 1% dos casos é representado por pessoas entre 10 e 19 anos.

As pessoas que tem mais de 70 anos 8% delas morreram. E os pacientes, acima dos 80 anos, quase 15% faleceram.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças chinês, os dados que eles tem eles apontam que os homens são mais vulneráveis ao vírus que as mulheres. Esses dados são baseados no fato que os homens representam mais da metade dos casos.

Além de serem mais da metade dos infectados, os homens tem duas chances mais de falecerem do que as mulheres. Isso pode ser relacionado com o fato de que os homens chineses fumam mais do que as mulheres. São 47,6% contra 1,8%, respectivamente.

Jeanne Marrazzo da divisão de doenças infecciosas da Universidade do Alabama, disse que pessoas com problemas cardíacos, pulmonares e diabetes também tem um risco maior de contrair e falecer da doença. Em geral, aqueles que têm um sistema imunológico mais fraco por algum motivo estão mais expostos ao vírus.

Risco

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Esses grupos de risco não são uma coisa única do coronavírus. É comum que os vírus atinjam mais um determinado grupo do que outro. A gripe espanhola de 1918, por exemplo, matou aproximadamente 50 milhões de pessoas no mundo todo. E dessas, as mais afetadas foram os jovens adultos.

Em 2015 e 2016, o zika vírus no Brasil era bastante perigoso para as mulheres grávidas. E em 2012, a síndrome respiratória aguda grave (SARS) na China, que é parecida com o coronavírus, tinha como grupo de risco as pessoas com mais de 60 anos.

O coronavírus já infectou mais de 80 mil pessoas no mundo todo. E matou aproximadamente 2.700 pessoas, sendo a maioria na China. De acordo com uma pesquisa feita pelo The Journal of the American Medical Association nos primeiros 45 mil infectados, 80% dos casos pareciam ser de pouca gravidade. E os 20% restantes tiveram sintomas moderados, graves ou críticos. De todos os pacientes, 2,3% morreram.

Até o momento não é sabido porque o coronavírus não afeta tanto as crianças, principalmente, bebês. Isso porque geralmente eles são sempre um grupo de risco.

Afetados

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As mulheres grávidas também são pouco afetadas. E as que são parece que não passam a doença para o bebê. Talvez seja porque esses corpos infantis sejam mais adaptados para combater essa doença. Ou então que o coronavírus não consiga se replicar bem nesses organismos.

Outro grupo de grande risco são os profissionais de saúde. Pelo menos, 1.700 pessoas foram infectadas enquanto trabalhavam com pacientes na China. E dos casos, 15% eram graves.

Segundo Mina, os profissionais de saúde são vulneráveis por não perceberem que estão tratando uma pessoa infecciosa. E por isso não usam equipamentos de proteção de forma adequada. Ou então, porque são expostos quando acham que estão seguros, como por exemplo em seus dormitórios.

Publicado em: 27/02/20 16h37