O nosso universo é uma imensa caixa de surpresas. Acredita-se que não tenhamos descoberto um terço do que existe em toda essa imensidão, mesmo havendo diversas pessoas que dedicam suas vidas estudando sobre. A NASA está sempre nos revelando alguns novos segredos.

Por vários anos, os humanos sonham em viver no espaço. E graças ao lançamento de uma estação espacial, as pessoas começaram a entender o espaço. Esse lugar está ajudando os humanos a entenderem como podemos viver no espaço. O mais incrível é que essa ideia não passava de pura ficção científica, há décadas atrás.

A quantidade de informação e conhecimento que nós podemos obter no espaço, é simplesmente inimaginável. E os registros que são feitos do espaço também são impressionantes. Como essa foto que foi tirada, em março, antes do amanhecer por um membro da tripulação da Expedição 62 na Estação Espacial Internacional (ISS).

Imagem

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A imagem foi feita quando a ISS estava voando ao sul da Península do Alasca. E as cores impressionantes que são vistas nela são partículas na atmosfera superior da Terra interagindo de formas diferentes. Isso tem como resultado dois fenômenos atmosféricos totalmente diferentes em uma imagem.

A foto é mágica de se ver e a ciência a explica facilmente. O primeiro fenômeno é a aurora, que é o fenômeno com pontas vermelhas e verdes brilhantes que são vistas no lado esquerdo da imagem.

As auroras acontecem quando as partículas carregadas do vento solar atingem a magnetosfera da Terra, que é uma espécie de capa protetora onde essas partículas estão ao sabor do campo magnético do planeta. E misturadas com gases atmosféricos, como oxigênio e nitrogênio, essas partículas criam as cores que conhecemos como aurora.

Agitados pelo vento solar, os átomos de oxigeno que estão nas altitudes mais altas liberam um excesso de energia como o brilho vermelho. Já o verde é causado por moléculas  de oxigênio ou nitrogênio  agitadas que liberam energia em altitudes baixas.

Mas a aurora é somente um dos fenômenos na foto. Olhando na direita da imagem é possível ver uma faixa de luz amarelo-vermelha bem em cima da curva da Terra. Isso é chamado de “airglow”, e é mais sutil que a aurora, mas igualmente bonito.

Fenômenos

Para entender o brilho noturno, é preciso lembrar que o céu noturno não é completamente escuro. Nem mesmo depois de tirar a poluição luminosa, a luz das estrelas e a luz solar difusa.

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Ao invés disso, os átomos produzem emissões por estarem no seu estado de excitação. O oxigênio que foi quebrado durante o dia, por exemplo, se recombina e libera sua energia extra como fótons durante à noite. As moléculas de nitrogênio e reações entre nitrogênio e oxigênio também contribuem para esse brilho.

Nesse caso, os fótons liberados aparecem verdes. Mas o amarelo, às vezes, acontece em uma camada inferior, aproximadamente entre 80 e 100 quilômetros acima da superfície da Terra.

Nessa camada da atmosfera os meteoros se rompem e liberam átomos de sódio no ar. Por isso que ela é chamada de “camada de sódio”. E átomos de sódio excitados irão criar um brilho amarelo distinto..

Para deixar a foto ainda mais deslumbrante o sol nascente atrás da Terra faz com que a borda do planeta pareça azul escuro. Isso acontece pela mesma razão que o céu fica azul durante o dia. Quando a luz do sol atinge as moléculas na atmosfera da Terra, a luz azul é espalhada enquanto as outras coloridas são deixadas passar.

Publicado em: 18/08/20 16h19