O universo sempre foi um tema de grande interesse para nós. Ele é muito maior do que podemos imaginar e tentar idealizar. Sua imensidão e todo o desconhecido que o circunda atiçam a curiosidade de todos os cientistas e até mesmo de pessoas que são intrigadas para saber o que tem nesse universo, além de nós.

A totalidade do espaço ainda não foi entendida, mas existem coisas que os cientistas já conseguiram descobrir, entender em algum nível, e descrever. E em uma tentativa de entender essas dúvidas sobre o espaço, nós procuramos estudar e compreender ele como um todo. Tanto que cientistas dedicam suas vidas ao estudo do universo.

O espaço está cheio de coisas inimagináveis como, por exemplo, uma nuvem de gás que é 40 bilhões de vezes maior que o sol e um planeta de diamantes que vale 27 milhões de dólares.

Ele pode ser e ter uma infinidade de coisas. Mas uma coisa que o universo não é é barulhento. Isso porque o som não consegue se propagar no espaço por causa do vácuo. E como por lá não existem moléculas no ambiente, como existem aqui em nosso planeta, as ondas sonoras não são transmitidas.

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Mesmo assim, isso não impediu que os cientistas tentassem transformar esse silêncio do espaço. Um exemplo disso é que, em 2019, a NASA transformou uma imagem, feita pelo Telescópio Espacial Hubble, em música. E o resultado foi de arrepiar.

Foto

A foto que foi transformada foi tirada em agosto de 2018. Ela foi capturada por duas câmeras do Hubble, a Advanced Camera for Surveys e a Wide-Field Camera 3. Nela, é possível ver várias galáxias espalhadas. E cada um dos "pontos brilhantes" nela abrigam várias estrelas.

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“Algumas estrelas mais próximas de casa brilham intensamente em primeiro plano. Enquanto um enorme aglomerado de galáxias se aninha no centro da imagem, uma imensa coleção de talvez milhares de galáxias. Todas mantidas juntas pela força implacável da gravidade”, explicam os pesquisadores da NASA.

Transformação

Para fazer essa transformação de imagem em som, a equipe que a sonificou fez com que diferentes lugares e elementos da fotografia produzissem diferentes sons. Como por exemplo, as estrelas e galáxias compactadas faziam um som curto e claro. E as galáxias em espiral produziam notas mais longas e complexas.

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“O tempo flui da esquerda para a direita e a frequência do som muda de baixo para cima, variando de 30 a 1.000 hertz. Os objetos próximos à parte inferior da imagem produzem notas mais baixas. Enquanto aqueles próximos à parte superior produzem notas mais altas. A maior densidade de galáxias perto do centro da imagem resulta em um aumento de tons de médio alcance no meio do vídeo”, explicaram os cientistas da NASA.

No começo, os sons são um pouco assustadores. Mas ao todo, os sons da imagem foram uma melodia bastante bonita. Principalmente na metade da música, que é quando, na imagem, é visto o aglomerado de galáxias RXC J0142.9+4438.

"A maior densidade de galáxias perto do centro da imagem resulta em um aumento de tons de médio alcance no meio do vídeo", explicam.

Publicado em: 07/05/20 19h32